Geografia 2ª série Atividade
Estrutura fundiária e agronegócio no Brasil
Atividade com 10 questões sobre concentração de terras, Lei de Terras, latifúndio, agronegócio, Revolução Verde, fronteira agrícola, mecanização, trabalho rural e impactos socioambientais.
- 10 questões
- cerca de 50 minutos
Geografia, 2ª série: Estrutura fundiária e agronegócio no Brasil
Analise os dados de exemplo sobre a distribuição dos estabelecimentos agropecuários em um país.
Tamanho do estabelecimento Estabelecimentos (%) Área ocupada (%) Menos de 10 ha 50 2 De 10 a menos de 100 ha 38 18 De 100 a menos de 1.000 ha 10 32 1.000 ha ou mais 2 48 Os dados indicam que
- 88% dos estabelecimentos, com menos de 100 ha, ocupam 80% da área
- 50% dos estabelecimentos ocupam metade da área agropecuária do país
- 12% dos estabelecimentos, com 100 ha ou mais, ocupam 80% da área
- a terra está distribuída de forma equilibrada entre pequenos e grandes
- os estabelecimentos de 1.000 ha ou mais são os mais numerosos
A Lei de Terras de 1850 estabeleceu que as terras devolutas só poderiam ser adquiridas por meio de compra. Uma consequência dessa lei para a estrutura fundiária brasileira foi
- proibir a existência de grandes propriedades no território do Império
- dificultar o acesso à terra para ex-escravizados, imigrantes e posseiros pobres
- transferir todas as terras agrícolas para o controle das cidades
- distribuir gratuitamente lotes de terra para todas as famílias de trabalhadores rurais
- garantir a demarcação imediata de todas as terras indígenas do país
O termo agronegócio refere-se não apenas à produção agropecuária em si, mas
- somente ao comércio de produtos agrícolas em feiras livres das cidades
- às atividades extrativistas de populações tradicionais na Amazônia
- exclusivamente às fazendas que não utilizam máquinas nem fertilizantes
- à cadeia produtiva inteira, dos insumos e máquinas ao processamento e à venda
- apenas às pequenas propriedades que produzem alimentos para consumo da família
A Revolução Verde, difundida a partir das décadas de 1960 e 1970, aumentou a produtividade agrícola em vários países. Uma crítica frequente a esse modelo é que ele
- ampliou a dependência de insumos químicos e favoreceu a concentração de terras
- eliminou o uso de máquinas e fertilizantes nas grandes propriedades
- reduziu a produção de grãos destinados à exportação em todo o mundo
- priorizou as sementes crioulas preservadas por agricultores tradicionais
- acabou com a erosão dos solos e com a contaminação das águas
Em 1973 foi criada a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Suas pesquisas foram decisivas para a expansão das lavouras de soja no Cerrado porque
- proibiram o cultivo de soja nas regiões Sul e Sudeste do Brasil
- descobriram que os solos do Cerrado eram naturalmente os mais férteis do país
- eliminaram a necessidade de chuvas para as lavouras de grãos
- substituíram completamente o uso de máquinas por trabalho manual
- desenvolveram cultivares tropicais e técnicas de correção da acidez dos solos
A região conhecida pela sigla MATOPIBA tornou-se uma das principais áreas de expansão recente da fronteira agrícola no Brasil. Ela abrange áreas de Cerrado
- do Maranhão, do Tocantins, do Piauí e da Bahia
- do Mato Grosso do Sul, do Paraná e de Santa Catarina
- de Minas Gerais, do Tocantins, de Pernambuco e da Bahia
- do Maranhão, do Amapá, do Piauí e do Pará
- de Mato Grosso, de Tocantins, do Pará e da Bahia
Na colheita da cana-de-açúcar em São Paulo, a substituição do corte manual pelas colhedoras mecânicas, nas últimas décadas, reduziu a queima dos canaviais. Do ponto de vista do trabalho, essa mudança
- fez com que os cortadores de cana passassem a ganhar mais pelo corte manual
- aumentou o número de trabalhadores temporários contratados por safra
- obrigou as usinas a contratar todos os antigos cortadores como operadores de máquinas
- não teve nenhum efeito sobre o emprego, pois as máquinas são operadas por robôs
- reduziu as vagas de cortadores e passou a exigir trabalhadores mais qualificados
Trabalhadores rurais contratados por empreiteiros para atividades temporárias, como colheitas, que se deslocam diariamente em caminhões ou ônibus e recebem por produção, sem garantias de trabalho permanente, são conhecidos no Brasil como
- parceiros
- posseiros
- boias-frias
- arrendatários
- meeiros
Desde 2003, o Código Penal brasileiro tipifica como redução à condição análoga à de escravo situações como trabalho forçado, jornada exaustiva, condições degradantes e restrição de locomoção por dívida, que ainda são encontradas em operações de fiscalização no campo e na cidade.
( ) Verdadeiro ( ) Falso
O agronegócio é frequentemente apresentado como o setor que "sustenta" a economia brasileira, por causa das exportações. Escreva um texto argumentativo avaliando essa afirmação: reconheça a importância econômica do setor e aponte dois impactos socioambientais que devem entrar no debate, considerando populações locais e comunidades tradicionais.
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