Língua Portuguesa 1ª série Atividade
Variação linguística e preconceito linguístico
Atividade com 10 questões sobre variação linguística: variedades regionais, sociais, situacionais e históricas, níveis de variação, adequação ao contexto e combate ao preconceito linguístico.
- 10 questões
- cerca de 55 minutos
Língua Portuguesa, 1ª série: Variação linguística e preconceito linguístico
Leia o diálogo.
— Ô, Tainá, cê vai na feira hoje?
— Vou, sim. Tô precisando de macaxeira pra fazer o bolo da vó.
— Macaxeira? Lá em Curitiba, onde eu morava, a gente falava mandioca. E no Rio meu primo chama de aipim.
— É tudo a mesma coisa, né? Só muda o nome.Diálogo escrito para esta atividade.
As palavras "macaxeira", "mandioca" e "aipim" exemplificam variação
- histórica, pois duas dessas palavras deixaram de existir no português falado atualmente no país.
- situacional, pois cada palavra só pode ser usada em situações formais.
- regional, no nível lexical: o mesmo alimento tem nomes diferentes conforme a região.
- social, pois apenas pessoas sem escolaridade usam a palavra "macaxeira".
- fonológica, pois as três palavras têm a mesma pronúncia.
Numa conversa entre duas amigas, uma pergunta: "Cê vai na feira hoje?", e a outra responde: "Tô precisando de macaxeira pra fazer o bolo da vó." Nesse contexto, formas como "cê", "tô" e "pra" são adequadas porque
- essas formas pertencem à norma-padrão e são obrigatórias em qualquer texto escrito formal.
- são erros que o autor do diálogo não percebeu.
- só são usadas por falantes de uma única cidade brasileira.
- trata-se de uma conversa informal entre conhecidas, em que esse registro é natural.
- indicam que as personagens não sabem falar português.
Um médico diz ao colega: "O paciente deu entrada com quadro de dispneia e taquicardia." Ao falar com a família, ele explica: "Ele chegou com falta de ar e o coração acelerado." A mudança de linguagem do médico mostra
- que o médico desconhece os termos técnicos de sua profissão.
- que a linguagem técnica é sempre a mais correta em qualquer situação, inclusive em conversas com pessoas leigas.
- que a família do paciente não fala português.
- um caso de variação histórica, pois os termos técnicos são antigos.
- a adequação do registro ao interlocutor: jargão com o colega, linguagem comum com a família.
Leia um trecho de uma carta escrita no início do século XX: "Vossa Mercê há de perdoar a demora; a pharmacia esteve fechada e o remédio só chegou hontem." Grafias como "pharmacia" e "hontem" e o pronome "Vossa Mercê" ilustram
- variação regional, pois a carta foi escrita por um morador do interior do Nordeste.
- erros de ortografia de quem escreveu a carta sem estudar.
- variação histórica, pois a língua e sua escrita se transformam ao longo do tempo.
- variação etária, pois só idosos usavam essas palavras.
- a forma como o português ainda é escrito oficialmente hoje.
Na frase "Nós vai na praia amanhã", comum em algumas variedades do português brasileiro, a diferença em relação à norma-padrão ("Nós vamos à praia amanhã") ocorre principalmente no nível
- lexical, pois a palavra "praia" tem outro sentido.
- morfossintático, na concordância verbal e na regência.
- fonológico, pois a palavra "nós" é pronunciada de outro modo.
- semântico, pois a frase muda o significado de "amanhã".
- ortográfico, pois a frase foi escrita com letras erradas.
Em Portugal, "rapariga" é uma palavra comum para "moça". Em várias regiões do Brasil, porém, ela tem sentido pejorativo. Esse caso exemplifica variação no nível
- semântico, pois a mesma palavra assume significados diferentes em cada comunidade.
- fonológico, pois a palavra é pronunciada exatamente da mesma forma nos dois países de língua portuguesa.
- sintático, pois a ordem das palavras na frase é diferente.
- histórico, pois a palavra deixou de existir nos dois países.
- ortográfico, pois a palavra é escrita de forma diferente.
Leia o comentário publicado em uma rede social: "Não dá pra levar a sério uma pessoa que fala 'pobrema'. Quem fala assim não tem cultura." Do ponto de vista dos estudos linguísticos, o comentário
- é uma análise científica correta sobre a inteligência e a cultura dos falantes brasileiros.
- demonstra respeito à diversidade linguística do país.
- expressa preconceito linguístico, pois julga a pessoa pela variedade que ela usa.
- está correto, pois quem domina a norma-padrão nunca varia a fala.
- mostra que a pronúncia "pobrema" não existe no português.
Gírias como "top", "de boa" e "mó legal" são muito usadas por jovens. Esse fenômeno exemplifica variação
- histórica, pois essas palavras existem desde o latim.
- regional, pois só são usadas em uma cidade.
- ocupacional, pois pertencem ao vocabulário técnico de uma profissão.
- ortográfica, pois mudam a forma de escrever as palavras.
- etária e situacional, ligada a um grupo e a contextos informais.
Julgue a afirmação: a norma-padrão é uma das variedades da língua, usada como referência em situações formais e na escrita oficial, e não a única forma correta de falar português.
( ) Verdadeiro ( ) Falso
Imagine que um colega de turma, recém-chegado de outro estado, sofreu piadas por causa do seu sotaque e de algumas palavras que usa. Escreva uma mensagem de 6 a 8 linhas, para ser publicada no mural da turma, que explique o que é variação linguística e por que essas piadas são uma forma de preconceito. Use linguagem adequada ao mural e ao público (seus colegas).
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