Biologia 2ª série Simulado
Simulado ENEM: sistema imunológico, vacinas e soros
Simulado com 14 questões no estilo ENEM sobre imunidade inata e adaptativa, vacinas e soros, memória imunológica, eficácia vacinal, imunidade coletiva, alergias, autoimunidade e HIV.
- 14 questões
- cerca de 45 minutos
Biologia, 2ª série: Simulado ENEM: sistema imunológico, vacinas e soros
A pele, as mucosas, a febre, a inflamação e a fagocitose por neutrófilos e macrófagos atuam contra qualquer agente invasor, sem distinguir um microrganismo do outro. Esses mecanismos fazem parte da imunidade
- inata
- adaptativa celular
- passiva artificial
- adaptativa humoral
- ativa artificial
Um trabalhador rural foi picado por uma jararaca e levado ao hospital, onde recebeu soro antibotrópico. Essa conduta é adequada porque o soro
- contém anticorpos prontos que neutralizam o veneno rapidamente
- contém o veneno atenuado, que treina o sistema imunológico
- estimula o organismo a produzir memória contra futuras picadas
- é um antibiótico que mata as bactérias da boca da serpente
- substitui o sangue perdido no local da picada
No Brasil, os soros contra venenos de serpentes, escorpiões e aranhas são produzidos por institutos públicos. O processo consiste em injetar pequenas doses de veneno em cavalos, que produzem anticorpos; depois, retira-se o sangue dos animais e purificam-se os anticorpos. O cavalo é usado porque
- seu sangue é igual ao humano e não causa nenhuma reação
- seu grande porte permite obter muito plasma rico em anticorpos
- é imune a todos os venenos e não produz anticorpos
- o veneno se transforma em vacina dentro do cavalo
- apenas os cavalos têm linfócitos capazes de produzir anticorpos
O quadro mostra a concentração de anticorpos contra um antígeno no sangue de uma pessoa, em unidades arbitrárias, após duas doses de vacina.
A resposta mais rápida e intensa após a segunda dose se deveMomento Concentração de anticorpos 14 dias após a 1ª dose 20 60 dias após a 1ª dose (dia da 2ª dose) 8 7 dias após a 2ª dose 150 - ao aumento da temperatura corporal causado pela vacina
- ao fato de a segunda dose conter anticorpos prontos
- à imunidade inata, que é mais forte na segunda exposição
- à destruição dos linfócitos B após a primeira dose
- às células de memória formadas após a primeira dose
Em modelos epidemiológicos simples, a fração mínima da população que precisa estar imune para impedir a circulação sustentada de um agente é dada por 1 − 1/R0, em que R0 é o número médio de pessoas que um infectado contamina em uma população totalmente suscetível. Para o sarampo, considerando R0 = 15, essa fração é de aproximadamente
- 7%
- 15%
- 67%
- 85%
- 93%
Em um estudo, 20 000 voluntários receberam uma vacina e outros 20 000 receberam placebo. Ao final do acompanhamento, houve 20 casos da doença entre os vacinados e 200 entre os que receberam placebo. A eficácia da vacina, calculada como 1 − (risco nos vacinados ÷ risco no grupo placebo), foi de
- 10%
- 20%
- 80%
- 90%
- 99%
Uma vacina tem eficácia de 90% contra a forma grave de uma doença. A interpretação correta desse dado é que
- 90% dos vacinados terão a doença, mas em sua forma leve
- a vacina só funciona em 90% das cidades onde é aplicada pelas equipes de saúde
- 10% de todas as pessoas vacinadas terão a forma grave da doença
- o risco de forma grave nos vacinados foi 90% menor que nos não vacinados
- a vacina protege durante 90% do ano e perde efeito no restante
O HIV infecta e destrói principalmente os linfócitos T auxiliares (CD4), que coordenam a resposta imune. Sem tratamento, a pessoa pode desenvolver aids, com infecções oportunistas, porque
- o HIV ataca diretamente os ossos, onde estão todos os anticorpos
- sem eles, a ativação das demais células de defesa fica comprometida
- o vírus transforma os linfócitos em hemácias, que não defendem o corpo
- o HIV produz antibióticos que eliminam as bactérias benéficas
- a pele perde a capacidade de servir de barreira contra microrganismos
Em uma pessoa alérgica a pólen, o contato com esse material, inofensivo para a maioria das pessoas, provoca espirros, coriza e coceira nos olhos. Esses sintomas resultam de
- uma deficiência total do sistema imunológico
- uma infecção bacteriana transmitida pelo pólen
- a produção de insulina em excesso pelas mucosas
- um ataque do sistema imunológico às células do próprio nariz
- uma resposta imune exagerada, com liberação de histamina
No diabetes tipo 1, que costuma surgir na infância ou na adolescência, o pâncreas deixa de produzir insulina. A causa mais frequente desse tipo de diabetes é
- a falta de exercícios físicos na adolescência
- uma alergia à glicose presente nos alimentos
- uma reação autoimune que destrói as células beta do pâncreas
- o consumo exagerado de açúcar durante a infância
- uma infecção bacteriana que bloqueia os canais do pâncreas
O Programa Nacional de Imunizações (PNI), criado em 1973, oferece vacinas gratuitas no SUS. O último caso de poliomielite por vírus selvagem no Brasil ocorreu em 1989. Mesmo assim, o Ministério da Saúde continua a vacinar as crianças contra a doença, porque
- o vírus ainda circula em outros países e pode voltar se a cobertura cair
- a vacinação é exigida por lei apenas para crianças que vão viajar ao exterior
- a doença foi eliminada do Brasil apenas por causa do clima tropical do país
- a vacina contra a pólio também protege contra todas as outras viroses infantis
- a poliomielite é causada por bactérias que vivem no solo de todo o país
Uma reportagem afirmou: "Após a campanha de vacinação, o número de notificações de eventos adversos aumentou muito em relação ao mês anterior". Para avaliar se a vacina é realmente perigosa, a análise mais adequada é
- concluir que a vacina é perigosa, já que as notificações aumentaram
- comparar o número de notificações com o de outro país, sem considerar as doses aplicadas
- aceitar a conclusão da reportagem se ela tiver sido muito compartilhada nas redes sociais
- calcular a taxa de eventos por doses aplicadas e investigar a relação causal
- desconsiderar qualquer evento adverso, porque vacinas nunca têm efeitos colaterais
O leite materno, especialmente o colostro produzido nos primeiros dias após o parto, contém anticorpos que protegem o bebê contra infecções intestinais e respiratórias. Esse é um exemplo de imunização
- inata adquirida por vacina
- passiva natural
- passiva artificial
- ativa artificial
- ativa natural
Pacientes que recebem um transplante de rim precisam usar medicamentos imunossupressores pelo resto da vida. Esse tratamento é necessário porque
- o sistema imune reconhece o órgão doado como estranho e pode rejeitá-lo
- os imunossupressores aumentam a produção de urina pelo rim transplantado
- os imunossupressores servem apenas para evitar a dor após a cirurgia
- sem os medicamentos, o rim transplantado se transforma em tumor
- o rim transplantado produz anticorpos que atacam o sangue do receptor
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