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Biologia 3ª série Simulado

Simulado ENEM: genética e biotecnologia

Simulado com 15 questões no estilo ENEM sobre probabilidade genética, anemia falciforme, fenilcetonúria, herança quantitativa, alelos múltiplos, mapas genéticos, terapia gênica, testes de DNA e bioética.

  • 15 questões
  • cerca de 50 minutos

Biologia, 3ª série: Simulado ENEM: genética e biotecnologia

  1. A fibrose cística é uma doença autossômica recessiva. Um casal, ambos heterozigotos, planeja ter dois filhos. A probabilidade de que nenhum dos dois filhos tenha a doença é

    1. 1/16
    2. 3/16
    3. 1/2
    4. 9/16
    5. 3/4
  2. A anemia falciforme resulta da troca de uma única base no gene da beta-globina, que faz a trinca GAG da fita codificadora do DNA virar GTG; no RNA mensageiro, o códon GAG (ácido glutâmico) passa a GUG (valina). A hemoglobina alterada deforma as hemácias em baixa oxigenação. Essa alteração é um exemplo de

    1. deleção de um cromossomo inteiro
    2. mutação silenciosa, que não altera a proteína
    3. mutação pontual que muda um aminoácido da proteína
    4. alteração no número de cromossomos, como uma trissomia
    5. característica adquirida pelo contato com o mosquito da malária
  3. Em regiões da África com alta incidência de malária, o alelo da anemia falciforme é mais frequente do que em outras regiões. Pessoas heterozigotas, que têm traço falciforme, costumam ter uma forma mais leve de malária. Isso explica a alta frequência do alelo porque

    1. o alelo é dominante e por isso se torna mais frequente em qualquer ambiente
    2. os homozigotos para o alelo falciforme são os mais resistentes e saudáveis
    3. os heterozigotos sobrevivem mais à malária e transmitem o alelo aos filhos
    4. a malária deixa de existir onde o alelo falciforme está presente
    5. o mosquito transmissor da malária provoca a mutação falciforme em quem é picado
  4. A fenilcetonúria é uma doença autossômica recessiva em que a pessoa não metaboliza corretamente o aminoácido fenilalanina, que se acumula e pode causar deficiência intelectual. Ela é detectada no teste do pezinho, e o tratamento com dieta pobre em fenilalanina, iniciado cedo, evita os danos. Esse caso mostra que

    1. o teste do pezinho altera o genótipo do recém-nascido
    2. o fenótipo resulta da interação entre o genótipo e o ambiente
    3. a dieta corrige o gene alterado no DNA das células
    4. a fenilcetonúria é causada pelo consumo de fenilalanina na gestação
    5. doenças genéticas nunca podem ser tratadas
  5. Suponha que a altura de uma espécie de planta seja determinada por dois pares de genes com efeito aditivo (A/a e B/b), em que cada alelo maiúsculo acrescenta a mesma medida. Do cruzamento AaBb × AaBb, a fração de descendentes com exatamente dois alelos maiúsculos (altura intermediária) é

    1. 1/16
    2. 1/4
    3. 3/8
    4. 1/2
    5. 9/16
  6. Em coelhos, a cor da pelagem é determinada por uma série de quatro alelos de um mesmo gene (aguti, chinchila, himalaia e albino). Quantos genótipos diferentes são possíveis para esse gene na população?

    1. 4
    2. 6
    3. 8
    4. 10
    5. 16
  7. Os coelhos da raça himalaia têm o corpo branco e as extremidades (orelhas, focinho, patas e cauda) escuras. Se uma área do dorso for raspada e mantida resfriada com uma bolsa de gelo, os pelos que crescem ali são escuros. Isso ocorre porque

    1. o frio provoca uma mutação permanente nos genes de todas as células da pele
    2. a bolsa de gelo deposita pigmento escuro nos pelos que estão nascendo
    3. os pelos escuros são herdados apenas nas regiões mais frias do corpo
    4. a enzima da pigmentação só funciona nas regiões mais frias do corpo
    5. a temperatura não influencia a cor, que é definida apenas pelos genes
  8. Um menino é daltônico, mas seus pais têm visão normal para cores. O daltonismo é uma herança recessiva ligada ao X. O alelo do daltonismo do menino foi herdado

    1. da mãe, que é portadora
    2. de nenhum dos pais, por uma mutação obrigatória
    3. do pai, que é portador
    4. dos dois pais igualmente
    5. do avô paterno, pelo cromossomo Y
  9. Exames de DNA usados em investigações criminais comparam regiões altamente variáveis do genoma. Esses exames, em geral, não conseguem distinguir gêmeos univitelinos porque

    1. o DNA de gêmeos se mistura durante a gestação e forma um terceiro perfil
    2. vêm do mesmo zigoto e têm sequências de DNA quase idênticas
    3. o exame só analisa o DNA das mitocôndrias, que é diferente em cada gêmeo
    4. os gêmeos univitelinos não têm DNA nas células do sangue
    5. os gêmeos univitelinos têm DNA idêntico ao dos pais
  10. Na terapia gênica, uma das estratégias para tratar doenças causadas por um gene defeituoso é usar vírus modificados em laboratório. Nesse caso, os vírus servem para

    1. transformar o paciente em um organismo clonado
    2. levar uma cópia funcional do gene para as células do paciente
    3. destruir todas as células do paciente que têm o gene defeituoso
    4. produzir anticorpos contra o próprio gene humano
    5. substituir todos os cromossomos do paciente por cromossomos virais
  11. No Brasil, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) avalia, entre outros aspectos, a segurança de organismos geneticamente modificados antes de sua liberação comercial. Esse tipo de avaliação, caso a caso, é importante porque

    1. todos os organismos modificados são igualmente seguros e dispensam análise
    2. a avaliação garante que nenhum organismo modificado será cultivado no país
    3. todos os organismos modificados são igualmente perigosos e devem ser proibidos
    4. riscos e benefícios variam com o gene inserido, o organismo e o ambiente
    5. a avaliação substitui a necessidade de pesquisas científicas sobre o tema
  12. Empresas oferecem testes genéticos de ancestralidade que indicam, por exemplo, "45% africana, 40% europeia e 15% indígena". Uma leitura crítica desses resultados deve considerar que

    1. mostram a que raça biológica a pessoa pertence
    2. são idênticos em qualquer empresa, independentemente do método utilizado
    3. revelam a cor da pele e a nacionalidade de todos os antepassados
    4. indicam com precisão absoluta a origem de cada um dos genes da pessoa
    5. são estimativas estatísticas que dependem dos bancos de referência
  13. A doença de Huntington é autossômica dominante e seus sintomas costumam surgir na vida adulta, sem cura disponível. Um teste genético pode indicar se uma pessoa jovem, filha de um portador, herdou o alelo. Um dilema ético associado a esse teste é

    1. o impacto de saber de uma doença sem cura e o direito de não saber
    2. o fato de o teste alterar o gene e provocar a doença em quem o realiza
    3. a certeza de que o teste cura a doença quando ela é diagnosticada cedo
    4. o teste revelar apenas o tipo sanguíneo, sem relação com a doença
    5. a impossibilidade de qualquer pessoa realizar testes genéticos no Brasil
  14. Em um mapa genético, a distância entre dois genes ligados é estimada pela frequência de recombinação entre eles: 1% de recombinação corresponde a 1 unidade de mapa. Em uma espécie, as frequências de recombinação foram: A–B = 20%, B–C = 5% e A–C = 15%. A ordem desses genes no cromossomo é

    1. A – B – C
    2. C – A – B
    3. C – B – A
    4. B – A – C
    5. A – C – B
  15. Na clonagem terapêutica, o núcleo de uma célula do paciente é transferido para um óvulo sem núcleo, e o embrião inicial é usado para obter células-tronco, sem ser implantado em um útero. Na clonagem reprodutiva, o embrião é implantado para gerar um indivíduo. Sobre essas técnicas, é correto afirmar que

    1. a clonagem reprodutiva humana é autorizada e comum no Brasil
    2. as duas técnicas geram bebês idênticos ao paciente
    3. a clonagem terapêutica não usa óvulos nem transferência de núcleo
    4. a terapêutica busca tecidos compatíveis; a reprodutiva gera um indivíduo
    5. as células da clonagem terapêutica têm DNA diferente do paciente

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