Biologia 3ª série Simulado
Simulado ENEM: biomas brasileiros e impactos ambientais
Simulado com 15 questões no estilo ENEM sobre os biomas brasileiros, hidrelétricas e energia eólica, mercúrio e agrotóxicos, microplásticos, fragmentação de habitats, unidades de conservação e terras indígenas.
- 15 questões
- cerca de 50 minutos
Biologia, 3ª série: Simulado ENEM: biomas brasileiros e impactos ambientais
Na Caatinga, muitas árvores perdem as folhas na estação seca, e cactos como o mandacaru têm folhas transformadas em espinhos e caule que armazena água. Essas características estão relacionadas principalmente
- à redução da perda de água em um clima semiárido, com chuvas irregulares
- ao excesso de chuvas, que provoca o apodrecimento das folhas
- à proteção contra o frio intenso, que ocorre no inverno da região
- ao solo encharcado, que impede a respiração das raízes
- à falta de luz solar, que impede a fotossíntese durante a maior parte do ano
Muitas árvores do Cerrado têm casca grossa, troncos retorcidos e raízes muito profundas. Após as queimadas, várias espécies rebrotam rapidamente. A casca grossa e o rebrotamento são adaptações
- às inundações, que cobrem o solo durante meses
- à salinidade da água do mar
- à sombra densa, típica do interior das florestas tropicais
- ao fogo, que ocorre naturalmente no bioma
- ao frio, já que neva com frequência no Cerrado
Na Amazônia, grande parte dos nutrientes está na própria biomassa da floresta, e não no solo, que em muitas áreas é pobre. A decomposição rápida das folhas caídas devolve os nutrientes, que logo são reabsorvidos pelas raízes. Uma consequência desse funcionamento é que
- o solo amazônico é o mais fértil do planeta, em qualquer local
- a floresta não depende de decompositores para se manter
- após o desmatamento, o solo pode se esgotar em poucos anos de uso
- o desmatamento aumenta a fertilidade do solo por muitas décadas
- as chuvas não interferem na perda de nutrientes do solo exposto
A Mata Atlântica é um dos biomas mais ameaçados do mundo e, ao mesmo tempo, um dos mais ricos em espécies, muitas delas endêmicas. A situação atual desse bioma se explica principalmente
- pela presença de geleiras que cobriram o bioma no século passado
- pelo clima seco, que impede a regeneração da vegetação
- pela baixa diversidade de espécies, que sempre foi pequena
- pela ocupação histórica do litoral, com cidades e ciclos econômicos
- pela ausência de cidades e estradas em sua área de ocorrência
O Pantanal é a maior planície alagável contínua do planeta. Nele, a alternância entre períodos de cheia e de seca
- é essencial, pois renova nutrientes e marca a reprodução de muitas espécies
- ocorre apenas a cada cem anos e, por isso, não influencia a vida das espécies
- é um problema ambiental causado apenas pela construção de barragens
- transforma o Pantanal em deserto durante a maior parte do ano
- impede a existência de qualquer espécie animal no bioma
No Pampa, bioma de campos do sul do Rio Grande do Sul, a pecuária extensiva sobre a vegetação nativa convive com a conservação dos campos há muito tempo. A substituição desses campos por monoculturas e por plantios de árvores exóticas, porém, é preocupante porque
- o Pampa é uma floresta tropical, e os campos são apenas áreas degradadas
- elimina a vegetação campestre nativa e a fauna adaptada a ela
- as monoculturas impedem completamente a erosão do solo arenoso
- a vegetação campestre não tem nenhuma importância ecológica
- aumenta a biodiversidade, pois as monoculturas abrigam mais espécies
As usinas hidrelétricas produzem grande parte da energia elétrica do Brasil. Um impacto ambiental associado à formação de grandes reservatórios em regiões de floresta é
- a liberação de metano pela vegetação alagada e a barreira à piracema
- a produção de resíduos radioativos que contaminam o rio
- a eliminação de toda emissão de gases de efeito estufa no país
- o aumento da área de floresta, pois a água estimula o crescimento das árvores
- a dispensa de qualquer deslocamento de populações ribeirinhas ou indígenas
A geração de energia eólica cresceu muito no Nordeste brasileiro, inclusive em áreas da Caatinga. Ao avaliar essa fonte, uma análise adequada considera que ela
- depende da queima de combustíveis para girar as pás
- não tem nenhum impacto ambiental ou social, por usar o vento
- tem baixa emissão, mas pode afetar aves, morcegos e comunidades
- polui o ar com fumaça, como as termelétricas a carvão
- só funciona em regiões com muita chuva e pouco vento
Estudos com povos indígenas da Amazônia, como os Yanomami e os Munduruku, encontraram níveis elevados de mercúrio no organismo de parte da população, associados ao garimpo ilegal nas proximidades. Essas populações são especialmente afetadas porque
- esses povos usam o mercúrio como remédio em suas tradições
- o mercúrio evapora totalmente da água antes de chegar aos peixes
- o mercúrio só é absorvido por pessoas que trabalham diretamente no garimpo
- o mercúrio é produzido naturalmente pelo corpo de quem vive na floresta
- o peixe é base da dieta, e o mercúrio se concentra na cadeia alimentar
Na aplicação de agrotóxicos, recomenda-se respeitar o intervalo de segurança (período de carência), que é o tempo mínimo entre a última aplicação e a colheita. Esse cuidado é importante porque
- dispensa o uso de equipamentos de proteção pelos trabalhadores
- dá tempo para que os resíduos se degradem até níveis seguros
- garante que o alimento fique totalmente livre de qualquer resíduo químico
- faz o agrotóxico se transformar em adubo antes da colheita
- aumenta a quantidade de agrotóxico que permanece no alimento
Microplásticos, fragmentos de plástico com menos de 5 milímetros, já foram encontrados em peixes, moluscos, no sal de cozinha e na água potável. Uma das preocupações com esses materiais é que eles
- servem de alimento nutritivo para os peixes, aumentando sua população
- se dissolvem rapidamente na água e desaparecem em poucos dias
- são ingeridos por muitos seres, acumulam poluentes e entram na cadeia
- só existem em laboratórios e nunca chegam ao ambiente natural
- são biodegradáveis e se transformam em matéria orgânica no mar
O mico-leão-dourado, espécie endêmica da Mata Atlântica do Rio de Janeiro, chegou a ficar perto da extinção. Entre as estratégias de conservação, destaca-se a criação de corredores florestais que ligam fragmentos de mata. Esses corredores são importantes porque
- permitem a circulação dos animais e o fluxo gênico entre fragmentos
- impedem que os micos se reproduzam com indivíduos de outros fragmentos
- substituem a necessidade de proteger os fragmentos de mata existentes
- servem apenas para embelezar a paisagem, sem efeito sobre a fauna
- aumentam a caça, pois facilitam o acesso dos caçadores aos animais
Pesquisadores alertam que a combinação de desmatamento, queimadas e mudanças climáticas pode levar partes da Amazônia a um ponto de não retorno, em que a floresta se transformaria em vegetação mais aberta e seca. Esse alerta se baseia no fato de que
- a floresta não tem nenhuma relação com o regime de chuvas da região
- as árvores da Amazônia são todas resistentes à seca e ao fogo
- o desmatamento aumenta a umidade do ar e as chuvas na região
- a floresta gera parte da própria chuva, e sua perda reduz a umidade
- a vegetação aberta é mais rica em espécies do que a floresta tropical
O Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) divide as unidades em dois grupos: de proteção integral e de uso sustentável. As reservas extrativistas (Resex), onde vivem populações tradicionais como seringueiros e castanheiros, pertencem ao grupo de
- áreas privadas sem nenhuma regra de uso dos recursos naturais
- áreas destinadas exclusivamente à mineração e à agricultura em larga escala
- parques urbanos voltados apenas ao lazer da população das cidades
- uso sustentável, que concilia conservação e populações tradicionais
- proteção integral, em que nenhuma pessoa pode morar ou usar recursos
Imagens de satélite mostram, de forma consistente, que as taxas de desmatamento dentro de terras indígenas da Amazônia são muito menores do que nas áreas vizinhas sem proteção. Esses dados indicam que
- as terras indígenas são áreas sem presença humana
- a conservação depende apenas da tecnologia de satélites
- os povos indígenas, com territórios garantidos, protegem a floresta
- o desmatamento é maior onde vivem povos indígenas
- as terras indígenas não influenciam a conservação
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