Física 1ª série Simulado
Energia, ambiente e biodiversidade no estilo ENEM
Simulado com 12 questões no estilo ENEM sobre fontes de energia e seus impactos: hidrelétricas e biodiversidade, potência eólica, usinas solares, armazenamento de energia e emissões de CO₂.
- 12 questões
- cerca de 60 minutos
Física, 1ª série: Energia, ambiente e biodiversidade no estilo ENEM
Duas usinas hidrelétricas hipotéticas, X e Y, têm a mesma potência instalada, mas reservatórios muito diferentes, como mostra a tabela.
Usina Potência instalada Área alagada pelo reservatório X 3 000 MW 1 500 km2 Y 3 000 MW 500 km2 Considerando a relação entre potência e área alagada como um indicador de impacto sobre os ecossistemas, conclui-se que a usina
- Y gera 2 MW por km² alagado, um terço de X, e por isso causa mais impacto por unidade de potência.
- X gera 6 MW por km² alagado, o triplo de Y, e tende a destruir menos habitat por unidade de potência.
- Y gera 1 500 MW a menos que X, pois alaga uma área três vezes menor.
- Y gera 6 MW por km² alagado, o triplo de X, e tende a destruir menos habitat por unidade de potência.
- X e Y causam o mesmo impacto ambiental, pois têm a mesma potência instalada.
Na piracema, muitos peixes de rios brasileiros, como o dourado e o curimbatá, nadam rio acima para se reproduzir nas cabeceiras. A construção de uma barragem pode interromper esse ciclo. Uma medida usada para reduzir esse impacto sobre a biodiversidade é
- introduzir no reservatório espécies exóticas que não dependem de migração para se reproduzir, compensando as nativas.
- liberar toda a água do reservatório de uma vez durante a piracema, para arrastar os peixes rio acima.
- aumentar a altura da barragem, para que os peixes encontrem águas mais profundas no reservatório.
- instalar mais turbinas, pois a passagem pelas turbinas ajuda os peixes a subir o rio.
- construir sistemas de transposição, como escadas de peixes, que permitem aos peixes vencer o desnível da barragem.
A potência do vento que atravessa a área varrida pelas pás de um aerogerador é P = ½ · ρ · A · v3, em que ρ é a densidade do ar, A é a área do círculo descrito pelas pás e v é a velocidade do vento. Considere pás de 40 m de comprimento, ρ = 1,2 kg/m3, vento de 10 m/s, π = 3 e um aproveitamento de 40% da potência do vento. A potência elétrica gerada é de aproximadamente
- 1,2 MW
- 0,12 MW
- 4,6 MW
- 2,9 MW
- 12 MW
Parques eólicos são uma fonte renovável de eletricidade, mas podem causar colisões de aves e morcegos com as pás. Para entender o risco, considere um aerogerador com pás de 40 m que giram a 15 rotações por minuto. A velocidade da ponta das pás é de aproximadamente (use π = 3)
- 10 m/s, ou seja, 36 km/h.
- 15 m/s, a mesma frequência de rotação das pás.
- 2,5 m/s, ou seja, 9 km/h.
- 600 m/s, ou seja, mais que a velocidade do som.
- 60 m/s, ou seja, mais de 200 km/h.
Usinas solares flutuantes são painéis instalados sobre a superfície de reservatórios de hidrelétricas. Considere uma usina desse tipo com 1,0 km2 de painéis, sob irradiância solar de 1 000 W/m2 ao meio-dia, e painéis que convertem 20% dessa energia em eletricidade. A potência elétrica nesse horário e uma vantagem da instalação sobre o reservatório são
- 1 000 MW; aumentar a vazão de água que passa pelas turbinas da hidrelétrica.
- 200 kW; produzir energia também à noite, com a luz refletida pela água.
- 20 MW; eliminar a necessidade de manter a hidrelétrica funcionando.
- 200 MW; aquecer a água do reservatório, o que aumenta a energia potencial da água.
- 200 MW; aproveitar as linhas de transmissão já existentes da hidrelétrica sem desmatar novas áreas.
O etanol de cana-de-açúcar, usado como combustível em carros flex, é considerado uma fonte de energia renovável. A sequência que representa corretamente as transformações de energia desde a origem até o movimento do carro é
- energia térmica do Sol → energia nuclear na cana → energia química na combustão → energia mecânica do motor.
- energia luminosa do Sol → energia química na cana e no etanol → energia térmica na combustão → energia mecânica do motor.
- energia química do solo → energia luminosa na cana → energia elétrica na combustão → energia mecânica do motor.
- energia luminosa do Sol → energia elétrica na cana → energia química na combustão → energia potencial do carro.
- energia mecânica do vento → energia química na cana → energia elétrica no motor → energia térmica do movimento.
Fontes como a solar e a eólica variam ao longo do dia. Uma solução para armazenar energia é a usina hidrelétrica reversível: quando sobra eletricidade, bombas elevam água para um reservatório superior; quando falta, a água desce e gera eletricidade nas turbinas. Se uma usina desse tipo consome 1 000 MWh para bombear água e o rendimento total do ciclo (bombear e depois gerar) é de 75%, a energia elétrica devolvida à rede é
- 1 333 MWh
- 1 000 MWh
- 750 MWh
- 75 MWh
- 250 MWh
O gráfico mostra a participação de cada fonte na geração de eletricidade de um país hipotético X.
A porcentagem da eletricidade desse país gerada por fontes renováveis é
- 88%
- 80%
- 55%
- 96%
- 70%
Considere que a queima de 1 L de gasolina libera cerca de 2,3 kg de CO2. Em uma viagem de 300 km, um carro que faz 12 km/L leva apenas o motorista, e um ônibus que faz 2,5 km/L leva 40 passageiros. Comparando a emissão de CO2 por pessoa, a viagem de ônibus emite
- cerca de 2 vezes menos que a de carro.
- cerca de 40 vezes menos que a de carro.
- cerca de 8 vezes menos que a de carro.
- cerca de 5 vezes mais que a de carro.
- aproximadamente o mesmo que a de carro.
Em muitas regiões, ainda se cozinha com lenha em fogões rústicos, que aproveitam cerca de 10% da energia liberada na queima. Considere que 1 kg de lenha libera 15 MJ ao queimar. Para fornecer 1 000 kJ de energia útil à panela, a massa de lenha necessária é de aproximadamente
- 1,5 kg
- 6,7 kg
- 0,15 kg
- 0,067 kg
- 0,67 kg
A energia elétrica gerada em uma usina hidrelétrica vem da energia potencial gravitacional da água acumulada no reservatório. Analisando a origem dessa energia, conclui-se que ela é, indiretamente, energia
- eólica, pois o vento é o principal responsável por elevar a água dos rios até o reservatório.
- química, pois a água libera energia ao reagir com as pás das turbinas.
- nuclear, pois é produzida pela fissão de átomos presentes na água do reservatório.
- solar, pois é a radiação do Sol que evapora a água, que depois cai como chuva nas regiões mais altas.
- geotérmica, pois o calor do interior da Terra empurra a água das nascentes para cima.
Usinas hidrelétricas "a fio d'água" têm reservatórios pequenos e usam basicamente a vazão natural do rio, enquanto usinas com grandes reservatórios acumulam água nas cheias para usar nas secas. Comparando as duas opções, a avaliação mais adequada é que a usina a fio d'água
- gera a mesma energia em qualquer estação do ano, pois a vazão do rio é constante.
- alaga uma área menor e afeta menos os ecossistemas, mas sua geração cai muito nos períodos de seca, pois quase não armazena água.
- não causa nenhum impacto ambiental, pois não interrompe o curso do rio nem altera o ambiente aquático.
- alaga uma área maior que a de uma usina com grande reservatório, mas, em compensação, garante a geração de energia durante as secas mais longas.
- dispensa turbinas e geradores, pois aproveita a energia cinética da correnteza diretamente.
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