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Biologia 2ª série Prova

Bactérias: estrutura, reprodução e antibióticos

Prova com 11 questões sobre célula bacteriana, crescimento e variabilidade, resistência a antibióticos, pasteurização, desinfecção por ultravioleta, bactérias úteis, tétano e a história da hanseníase.

  • 11 questões
  • cerca de 60 minutos

Biologia, 2ª série: Bactérias: estrutura, reprodução e antibióticos

  1. Sobre a célula bacteriana, é correto afirmar que ela

    1. tem material genético no citoplasma, sem carioteca, e pode ter plasmídeos
    2. tem parede celular de celulose, igual à das células vegetais
    3. possui núcleo delimitado por membrana dupla e mitocôndrias
    4. é formada por várias células especializadas organizadas em tecidos
    5. não tem ribossomos e depende das células hospedeiras para produzir proteínas
  2. Em condições ideais, certa bactéria se divide por divisão binária a cada 20 minutos. Partindo de uma população de 100 bactérias, quantas haverá após 2 horas, considerando que todas se dividam nesse ritmo?

    1. 600
    2. 1 200
    3. 3 200
    4. 6 400
    5. 12 800
  3. Bactérias podem receber genes de outras bactérias, aumentando sua variabilidade. Na conjugação, essa transferência ocorre

    1. pela fusão de dois gametas bacterianos, formando um zigoto
    2. por meio de um vírus bacteriófago que leva genes de uma bactéria para outra
    3. por contato direto entre duas bactérias, com passagem de DNA, como plasmídeos
    4. pela absorção de fragmentos de DNA livres no ambiente, liberados por bactérias mortas
    5. pela divisão binária, que gera duas células com genes diferentes da mãe
  4. O uso inadequado de antibióticos, como interromper o tratamento antes do prazo ou tomá-los sem necessidade, favorece o surgimento de "superbactérias". Do ponto de vista evolutivo, isso ocorre porque

    1. o antibiótico provoca diretamente, em todas as bactérias, as mutações que as tornam resistentes
    2. o organismo humano passa a produzir bactérias resistentes para se proteger do antibiótico
    3. as bactérias resistentes surgem apenas em hospitais e nunca na comunidade
    4. o antibiótico mata as sensíveis, e as resistentes, já presentes, se multiplicam
    5. as bactérias aprendem a se defender do remédio e transmitem esse aprendizado às descendentes
  5. Na pasteurização rápida, o leite cru é aquecido a 72-75 °C por 15 a 20 segundos e logo resfriado. Já o leite UHT ("longa vida") é aquecido acima de 130 °C por poucos segundos e envasado em embalagem estéril. Isso explica por que

    1. os dois tipos de leite são estéreis e têm o mesmo prazo de validade em qualquer temperatura
    2. o leite pasteurizado é estéril e pode ficar meses fora da geladeira, ao contrário do UHT
    3. a pasteurização elimina os nutrientes do leite, e o UHT os preserva integralmente
    4. o pasteurizado precisa de geladeira, e o UHT fechado pode ficar fora dela
    5. o leite UHT contém conservantes químicos que substituem o tratamento térmico
  6. Logo depois do aquecimento, o leite pasteurizado é resfriado rapidamente a cerca de 4 °C. Esse resfriamento rápido é importante porque

    1. aumenta o teor de gordura do leite, melhorando seu sabor
    2. reduz o tempo do leite na faixa em que microrganismos se multiplicam
    3. impede que o leite congele durante o transporte até os mercados
    4. mata os microrganismos que resistiram ao aquecimento, completando a esterilização
    5. transforma a lactose em glicose, facilitando a digestão
  7. Algumas estações de tratamento e purificadores domésticos usam lâmpadas de radiação ultravioleta (UV-C) para desinfetar a água. Uma limitação desse método é que

    1. a radiação UV só funciona em água fervente, acima de 100 °C
    2. a radiação UV adiciona cloro à água, alterando seu sabor
    3. a radiação UV deixa a água radioativa e imprópria para o consumo
    4. a radiação UV só elimina vírus, sem afetar as bactérias e os protozoários da água
    5. a água turva reduz a eficácia, pois as partículas bloqueiam a radiação
  8. Embora algumas bactérias causem doenças, muitas são essenciais para os ecossistemas e para atividades humanas. Qual exemplo mostra uma bactéria benéfica?

    1. Treponema pallidum, que causa a sífilis
    2. Vibrio cholerae, que provoca diarreia intensa e desidratação
    3. Rhizobium, que fixa nitrogênio em raízes de leguminosas
    4. Mycobacterium tuberculosis, que causa lesões nos pulmões
    5. Clostridium tetani, que libera toxina responsável por contrações musculares graves
  9. Leia o texto.

    Durante décadas do século XX, no Brasil, pessoas com hanseníase foram internadas compulsoriamente em colônias, separadas de suas famílias, e muitos de seus filhos foram levados para instituições. Hoje se sabe que a doença, causada pela bactéria Mycobacterium leprae, tem cura com o tratamento gratuito oferecido pelo SUS e que o paciente deixa de transmiti-la pouco depois de iniciá-lo.
    Esse caso histórico mostra que

    1. o isolamento compulsório foi uma medida científica correta e deveria ser retomado para qualquer doença infecciosa
    2. a ciência nunca pode ser usada para justificar a privação de direitos, pois está sempre correta
    3. a hanseníase é uma doença hereditária e, por isso, os filhos precisavam ser separados dos pais
    4. o isolamento compulsório, apoiado no estigma da época, violou direitos e é hoje desnecessário
    5. a hanseníase é transmitida por qualquer contato breve com o doente, mesmo após o tratamento
  10. O tétano é causado pela bactéria Clostridium tetani, cujos esporos estão no solo e em objetos enferrujados ou sujos de terra. Ferimentos profundos, como os provocados por pregos, representam maior risco porque

    1. a bactéria só sobrevive em temperaturas abaixo de 0 °C, como as do interior do corpo
    2. a bactéria é anaeróbia e prospera em tecidos profundos, com pouco oxigênio
    3. a bactéria precisa de luz solar para se multiplicar, abundante nesses ferimentos
    4. a ferrugem do prego é a substância tóxica que causa a doença
    5. o ferimento profundo libera vírus que estavam no sangue da própria pessoa
  11. Escreva uma orientação, destinada a colegas da escola, explicando por que não se deve usar antibióticos para tratar gripe e por que é preciso completar o tratamento com antibióticos quando ele é receitado por um profissional de saúde.

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